Amy Lee fala de “Dark Water”, indústria fonográfica e mais!

Ao concorrer um prêmio de melhor música independente em março deste ano, Amy Lee concedeu uma entrevista ao The Independent Music Awards para falar sobre o processo de criação de “Dark Water”, música que concorria e recebeu o prêmio de Best World Beat, situação atual da indústria fonográfica, fãs e muito mais.

Quais são suas influências?

Björk, Portishead, M.I.A., Lykke Li, Hans Zimmer, Trent Reznor…

Descreva sua obra nominada.

“Dark Water” é uma mistura de instrumentos sintéticos e orgânicos, fusão de pop dark com influências do Oriente Médio.

Você usou algum efeito incomum ou instrumento nesta gravação?

Usar o oud em uma música foi novo para mim e o meu instrumento favorito foi o dulcimer – tão misterioso e surreal.

Houve um acidente feliz no estúdio ou tudo aconteceu como planejado?

Eu não sei quanto a acidentes, mas o processo foi muito inopinado, e a música foi feita de forma singular. Malika cantou, a música foi feita à medida que ela cantava, em cima de um loop de bateria e um oud sendo tocado com apenas um acorde durante 20 minutos. Eu ouvia momentos específicos que eu queria repetir, realçar e rearranjar, então eu levei a música para casa e mexi nela, construindo o esqueleto da música dessa forma. Após acrescentar minha voz, acrescentamos bateria, programação, violoncelo, mais vocais, dulcimer, violão e qualquer coisa que podíamos pensar até que a música parecesse terminada.

Como você levantou fundos para esse projeto? Quanto tempo você acha que vai levar para recuperar as despesas tiradas de seu bolso?

Essa foi uma das primeiras músicas que compusemos para “War Story” que não entrou no filme, então por isso que eu queria lançar “Aftermath”, para que eu ainda pudesse lançar todas as coisas boas que fizemos. Já recuperamos! (Mais rápido que já vi, vale a pena fazer sozinho!)

Qual é a sua definição de sucesso e como você sabe que o alcançou?

Acredito que o sucesso artístico vem de seu próprio coração. Você está satisfeito com seu trabalho ou não.

Qual é o seu público e o que faz de seus fãs únicos?

Fico constantemente surpresa com a diversidade dos meus fãs. Conheci tantas pessoas diferentes de todo o canto do mundo que se reúnem e descobrem o quão parecidos são na música. É uma coisa bonita. Eu sempre acho que eles são particularmente compassivos, porque eles sabem como é se sentir excomungado ou diferente.

Como você descobre música nova? Você compra música ou está contente com o serviço de streaming?

Eu gosto de serviços de streaming como o Spotify. Ele lhe dá acesso a tudo e embora seja uma quantidade muito pequena, o artista ainda recebe, mas eu ainda compro se for um artista ou álbum que eu gosto muito.

Como os músicos ganham dinheiro se os fãs continuam a esperar que a música seja gratuita?

A nossa expectativa hoje é ter acesso instantâneo a tudo. Se alguém quiser ouvir uma música, tudo que esse alguém precisa fazer é acessar o YouTube e dar play. Contudo, não acredito que a solução seja forçar as pessoas a pagar por música do jeito antigo. Temos que pensar de forma criativa como fazer com que os artistas sejam pagos para que eles possam continuar a fazer a música que amamos. Acho que o serviço de streaming pago é como TV cabo- você tem que pensar na música como um pacote, ao invés de comprar à la carte. Precisamos manter esses sites responsáveis por aquilo que pagam aos artistas e gravadoras e o que eles embolsam.

O que os fãs/público não entendem sobre a indústria fonográfica de hoje em dia?

Eu não entendo a indústria fonográfica de hoje em dia!

Os singles/EPs digitais versus discos completos são o futuro?

Acredito que o futuro seja tudo e qualquer coisa. Acho que é isso que faz disso arte, em oposição ao fast-food ou o smartphone mais eficiente. Singles, discos completos, vinil, música lançada em um aplicativo- quem sabe, a próxima coisa legal poderia ser alguém lançar um single em uma escova de dentes elétrica e você só pode ouvir a música ao escovar os dentes.

Termine esta frase: A indústria fonográfica está…

em constante estado de mudança.

O que está em seus planos para o longo do ano?

Eu fiz música legal com Dave Eggar e Cuck Palmer para o novo live experience e curta-metragem do Hammerstep, Indigo Grey. O Evanescence vai tocar no Ozzfest Japan em 21 de novembro, e mal vejo a hora de voltar pra lá e tocar de novo!

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