[ENTREVISTA] Amy Lee fala sobre o futuro do Evanescence à revista Kerrang!

A edição desse mês da revista Kerrang, famosa no UK, saiu hoje. Nela, podemos ler uma entrevista fresquinha dada pela Amy. A cantora fala sobre o futuro do Evanescence, sobre a entrada de Jen Majura e a saída de Terry Balsamo.

Para o desânimo de muitos fãs ao redor do mundo, notícias sobre o Evanescence andaram sendo bem raras nos últimos anos. Já faz quase quatro anos desde que o terceiro álbum de estúdio deles saiu, e três anos desde o último show – feito no Wembley em 2012. Da última vez que a Kerrang conversou com a Amy Lee, ela estava trabalhando na trilha sonora do filme “War Story” e adorando seu novo emprego como mãe. Não houve, porém, notícia sobre sua banda.

Foi bem inesperado, então, que em fevereiro o Evanescence tenha anunciado um show no Japão, antes de adicionarem mais datas em Nashville, Dallas e Los Angeles. E ainda foi mais inesperado quando, do nada, há duas semanas, um post no site oficial anunciou a saída de Terry Balsamo, guitarrista da banda há dez anos.

“Depois de dois álbuns, incontáveis aventuras ao redor do mundo e em cima dos palcos, chegou ao fim a era do Terry no Evanescence”, lia-se no anúncio antes de conhecermos a nova guitarrista, Jen Majura.

Mas como a Jen acabou se juntando à banda? O que aconteceu com o Terry? E o que vem pela frente para uma das maiores bandas de rock?

– O Evanescence está de volta! E, do nada, vocês têm uma nova guitarrista. Como isso aconteceu?

AMY: Começou comigo recebendo uma boa oferta de tocar no Japão. Eu não quero dar como certo alguma coisa na vida. Nós temos essas oportunidades vez ou outra, e eu nunca quero assegurar que as coisas sempre virão em minha direção e que eu sempre vou ter uma oferta de tocar para milhares de pessoas no Japão. Nós recebemos essa oferta e eu fiquei tipo, “Cara, tenho que fazer isso!”, especialmente já que faltava bastante tempo – começamos a pensar nisso em fevereiro – e eu estava tipo, “Até a data do show, já vai ter feito bastante tempo desde que eu tive meu bebê, vou perder peso, voltar aos trilhos, juntar toda a banda, juntar as tralhas, ensaiar e fazer certo”. Não tinha um lado ruim nisso tudo. Foi tipo, “Por que eu não faria isso?”. Mas então, sabe, nós sabíamos que faríamos a troca de guitarrista por um tempo e eu comecei a procurar.

– No anúncio oficial, você não explica a razão pela saída do Terry, e ele também não comentou nada… Você pode nos contar o que aconteceu ali?

AMY: Isso é meio pessoal. O que eu posso dizer é: não precisa ser algo grande. As pessoas mudam. Obviamente já passamos por coisas assim anteriormente. Noventa e nove por cento da banda já passou por isso. Esse não é nosso primeiro, nem segundo nem terceiro ciclo de álbum, já fazemos isso há anos e o Terry foi uma grande parte de nós durante dez anos. Amamos o Terry, e não existe absolutamente nenhum ressentimento em nenhum dos lados. Nós conversamos. Ele SEMPRE será parte do Evanescence, e nada teria sido o mesmo sem o envolvimento dele. Mas, sabe, a vida acontece. Pessoas crescem. Elas mudam. Trabalham em lugares diferentes. Estamos apenas em um novo capítulo agora e é bacana ter as coisas deixadas de um modo positivo cheio de amor. Não houve briga. Não houve mesmo.

– Amy, como você realmente achou a Jen?

JEN: É. Como? (Risos).

AMY: Eu andei conversando com produtores e músicos que eu respeito, e eu precisava do encaixe perfeito. Eu tive a ideia de a guitarrista ser mulher. Existe esse pequeno círculo de mulheres maravilhosas que apareceram (no rock). Esse é um mundo tão masculino! Também é algo tipo…um artifício. Tipo,”Legal. Uma mina com guitarra!”, mas não se trata de tocar. Existem tantas musicistas femininas talentosas e, se eu tenho essa oportunidade, eu quero exaltar uma delas. Eu andei procurando durante um tempo e então eu encontrei uma na Alemanha! Dave Eggar, que foi com quem eu fiz a trilha sonora de War Story, me falou sobre a Jen. Eles nunca se encontraram antes, mas ele já tinha visto ela tocar ao vivo algumas vezes e ficou impressionado, tipo “Oh meu Deus, você tem que conferir a Jen Majura!” e eu fiquei tipo, “Ah, ok, claro que ela mora na Alemanha e eu em Nova York!”. Eu tinha achado a garota perfeita, mas ela morava o mais longe possível!

JEN: Hey! Eu poderia morar na Rússia ou na Austrália!

AMY: Então nós começamos a conversar por telefone, eu não sei…quando?

JEN: Mais ou menos umas três semanas atrás.

– O que a Jen traz à banda?

AMY: Eu amo a personalidade da Jen. Não se trata somente de tocar super bem, porque existe muita gente que já faz isso por aí. Jen tem uma energia especial. Nós realmente nos conectamos. Ela voou para Nova York há algumas semanas e nós nos divertimos MUITO! Foi uma conexão instantânea, terminando as frases uma da outra. Nós fomos a uma loja de guitarras e Jen escolheu uma guitarra acústica e nós tocamos e cantamos juntas. E isso dá abertura para outra coisa – ela sabe cantar! Ter outra voz feminina na banda pela primeira vez – nós temos a opção de ter backing vocals! Vai ser divertido brincar com isso quando começarmos a ensaiar. Estamos todos muito animados, os caras estão muito, muito animados. Ela ainda não os conheceu, mas estamos conversando via computador!

– Então, Jen, você recebeu uma ligação dizendo, “Quer se juntar a uma das maiores bandas do planeta?”

JEN: Eu estava praticando guitarra em casa e, do nada, surgiu um e-mail dizendo, “VOCÊ ESTÁ INTERESSADA?”, e eu parei de respirar por uns três minutos. Eu acho que fiquei com o rosto azul parecido com um Smurf durante um tempo. Eu me obriguei a ficar de boa e não dar uma de fan girl, mas é tipo, “Oh meu Deus!”. No dia seguinte nós nos falamos por telefone e então, menos de uma semana depois, eu estava indo para Nova York.

– Houve algum teste-monstro estilo Metallica para essa vaga na banda?

AMY: Não, não fizemos isso. A Jen sabe tocar. Eu sabia que ela sabia tocar. Eu já a vi tocar. Ela toca de forma maravilhosa. Eu disse para ela, “Não preciso que você faça um teste. Sei que você sabe tocar, eu preciso saber se podemos criar uma conexão e se nos damos bem e se gostamos uma da outra”. De várias formas, eu acho que essa é uma grande parte de tudo. Você precisa saber que podem se suportar o suficiente para estar em uma banda, e também precisa haver uma grande conexão porque tocar música juntas e estar em um palco é algo que vai fundo em seu coração. Você quer uma conexão séria com alguém antes de subir no palco, e vocês precisam ser íntimas e estar em sincronia. É isso que eu procurava, e é o que eu encontrei com a Jen!

JEN: Existe uma grande coisa quando o assunto é fazer turnê, quando você passa bastante tempo fora dos palcos. Quem diabos quer ter alguém na banda que seja um idiota? Ninguém! Logo depois da ligação, eu soube que a Amy e eu nos daríamos bem!

– Primeiramente, vocês têm um show em Nashville em novembro! Podemos esperar ver você de volta ao Reino Unido pouco tempo depois disso?

AMY: Depois que começarmos a ensaiar e tirar toda essa poeira acumulada há três anos, depois do primeiro show eu tenho certeza que ficaremos tipo, “Cara, não acredito que já acabou. Vamos fazer de novo!”. Eu já disse que estamos procurando por mais festivais, o que quer que apareça no próximo verão. Eu definitivamente não estou em uma fase da minha vida onde quero viver em turnê. Tenho um bebê de um aninho de idade e, para ser bem honesta, ele é o meu foco principal.

– Essa é uma pergunta chatinha já que vocês duas se conheceram recentemente, mas temos que perguntar: já começaram a trabalhar em novo material para o Evanescence?

AMY: Ainda não, vamos tentar tocar juntos prmeiro.

– E Jen, você já aprendeu todas as músicas do Evanescence?

JEN: A Amy me perguntou em nossa primeira ligação, “Você conhece a banda e nossas músicas?” e eu respondi, “Sim, é claro!”. Eu tenho que dizer que, honestamente, as músicas do Evanescence estão em minha vida há vários anos, me ajudando quando as coisas ficaram difíceis. Eu pareço uma fan girl agora, mas é a verdade. A música que eles fazem é muito profunda e emocional. Eu estou muito animada em aprender todas as músicas. Tenho que dizer, comecei a tocar algumas delas e eu fiquei com um sorriso enorme no rosto. Amy, que tal tocarmos TODAS as músicas?

AMY: Quanto tempo essa setlist duraria? Talvez nos céus minha voz duraria por horas e nós podemos cantar sem pausa ou água!

– Parece que vocês duas estão muito animadas sobre o que o futuro reserva para o Evanescence então…

AMY: Eu realmente estou começando a trabalhar de novo de um modo que é bacana, esperançoso e positivo. Estou animada com esses shows do Evanescence e com o futuro!

JEN: Eu também! Eu estou muito animada em poder trabalhar com a Amy!

Tradução e Adaptação: Equipe ALBR.
Não reproduzir sem os créditos.

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