“Não me vejo competindo com a Amy”, declara Jen Majura

O site russo MetalGossip entrevistou a nova integrante do Evanescence, Jen Majura, e ela comentou sobre o receio dos fãs de Evanescence em vê-la competir com a Amy no palco, as músicas que mais gosta de tocar, o que espera dos shows e sua última visita à Rússia.

Neste verão, Jen Majura, conhecida por seu trabalho com Equilibrium e Knorkator, recebeu um convite inesperado, que era impossível de recusar. A nova integrante do Evanescence que substituiu Terry Balsamo e foi aceita na banda sem testes agora se prepara para os shows de novembro do Evanescence e compartilha as impressões de sua visita à Rússia em nova entrevista com a MetalGossip.

Você postou um vídeo em que toca uma música do Evanescence, preparando-se para os shows de novembro e também postou uma foto com uma nova guitarra. Qual é a sua opinião sobre as partes de guitarra nas músicas do Ev (são fáceis de aprender)? E qual música você gosta mais de tocar?

A música que postei é “Erase This”, do álbum de 2011, e como muitas músicas do Ev, percebi durante o ensaio como é divertido tocá-las – então enlouqueço, coloco no volume 11 e toco. É muito divertido tocar todas as músicas do Ev. Essas músicas estiveram na minha vida durante muitos anos e até me ajudaram a passar por tempos difíceis. Aprecio a Amy não apenas como amiga e ótima vocalista, mas também como grande compositora, especialmente nos arranjos vocais, e mal vejo a hora de novembro chegar para tocar no palco com a banda. As partes de guitarra são muito claras, mas o que gosto mais é a profundidade das composições, porque nas músicas do Ev há muito mais que instrumentos e vocais com letras. Gosto de toda a estrutura emocional que as músicas constroem, não vejo as partes de guitarra separadas dos outros instrumentos. A combinação de tudo dá aquele ótimo resultado, então vou tentar fazer o meu melhor para obter o resultado mais positivo para os shows de novembro e o futuro.

Você terá ensaios ao vivo com a banda? Vocês já debateram a setlist para os shows futuros?

Vamos ensaiar antes do primeiro show em Nashville em 13 de novembro. Sim, e já estamos falando sobre a possível setlist.

Qual papel você fica mais à vontade – tocar sua própria música ou a escrita por outros?

Esta pergunta é muito difícil. Claro, toco minha própria música se encontrar tempo, mas é claro que você a escuta de uma maneira totalmente diferente do que as produções “terminadas por outra pessoa”. Quando estou no palco com minha música, o que não acontece com tanta frequência, porque eu simplesmente não encontro tempo para isso, eu meio que me sinto uma diretora musical sendo uma musicista criativa ao mesmo tempo… é bom, é animador – mas um prazer totalmente diferente, comparado a cair na composição de outra pessoa adicionando a melhor parte de sua produção como músico nela. Gosto dos dois lados, para ser honesta.

Alguns fãs do Evanescence temem que seu estilo sexy no palco não se encaixe na imagem da banda. Terá mudança de espartilhos e saias tutu? Ou você prefere ser você mesma no palco?

Você nunca me verá de tutu! Isso é certo. Claro que fui, sou e sempre serei eu mesma no palco e fora dele. Amy é e sempre será a rainha ‘principal’ com suas lindas roupas e vestidos. Não me vejo competindo com ela ou outra pessoa. Ser uma musicista neste negócio de rock e metal predominantemente masculino é difícil, não se pode agradar a todos e se você tentar, você vai enlouquecer! Vestindo uma saia curta, você tá muito sexy. Vestindo um jeans largo, você é muito desleixada [sloppy] (aliás, “Sloppy” é uma música muito boa da minha banda sueca favorita: Freak Kitchen, haha). Na verdade, nem pensei nisso, já que as músicas têm sido uma prioridade maior para mim como musicista.

Liste três guitarristas mais marcantes da atualidade.

Nuno Bettencourt, Steve Vai e Mattias IA Eklundh.

No ano passado, você fez dois shows na Rússia. Quais foram suas impressões do país?

Estive na Rússia muitas, muitas vezes e amo o país. Senti as boas-vindas calorosas todas as vezes que fui lá. Da última vez, toquei com aquela outra banda da qual faço parte, “Equilibrium”. Foi um pouco divertido, porque eu era a única pessoa com experiência na Rússia. Lembro que o promotor nos levou a um supermercado antes do show e tive que ler todas as placas para os outros, porque eu era a única capaz de lê-los. Enlouqueci naquele supermercado, comprando todos os tipos de doces, comida e coisas que me faziam lembrar da minha última visita à Rússia. Acho que eu poderia sobreviver comendo somente PILMENI e WARENIKI. Os russos se pre são muito hospitaleiros e prestativos – é bom estar de volta!

E a última pergunta – quais são as coisas mais positivas e negativas da turnê?

A melhor coisa sobre sair em turnê, pelo menos para mim, é que você pode se concentrar no que ama: fazer shows ao vivo. Não há nada em seu caminho, nada ocupa seu tempo como as coisas normais do dia-a-dia. Tudo que você pode ser é um músico, rodeado por amigos músicos e pessoas que gostam do que você faz. É isso que gosto mais na turnê – viver pela música! Experiências negativas… seriam, por exemplo, o denominado “saco da morte”, um saco cheio de roupas suadas e sujas que deve ser embalado a vácuo e colocado muito rápido na máquina de lavar enquanto você segura sua respiração, quando consegue lavar roupa, e sinto falta da cafeteira na minha cabeceira em casa.

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