Em entrevista, Amy diz: “É divertido me conectar com Jack através da música!”

O site internacional A Child Grows publicou recentemente uma nova entrevista com a Amy. Nela, a artista fala sobre sua infância no meio musical, lugares improváveis onde acaba tendo inspirações e ideias novas, e como foi divertido rever tudo através dos olhos de seu filhote. Leiam a tradução abaixo.

O mundo musical infantil está cheio de ótimos artistas criativos e maravilhosos. Nós amamos apresentar o melhor para vocês; Amy Lee é regularmente selecionada como uma das mulheres mais importantes no rock sendo a co-fundadora da banda Evanescence, amada por seus mega sucessos como “Everybody’s Fool” e “Bring Me To Life”. Uma musicista clássica com uma voz adoravelmente forte, Lee se conecta com sua legião de fãs ao redor do mundo através de suas redes sociais. Os vídeos do Evanescence têm mais de 1,5 bilhões de visualizações no Youtube, e Lee continua escrevendo músicas para filmes e TV. Ela e a banda entrarão em turnê em breve.

Há dois anos, a vida de Amy mudou com o nascimento de seu filho Jack. Ao invés de sufocar sua criatividade, ela descobriu que tornar-se mãe foi algo que a ajudou a encontrar novas inspirações e expandir seu trabalho. Durante o ano passado ela escreveu canções inspiradas em sua própria infância (que foi recheada de música) e em sua vida diária com o bebê. A faixa-título “Dream Too Much” inclui pedacinhos dos sonhos e da imaginação do próprio Jack. “Dream Too Much” é um caso familiar, que conta com participações do pai e das irmãs de Lee, e alguns pedacinhos do filho, Jack. É uma coletânea deliciosa de canções que são doces e cheias de profundidade. Aqui está nossa entrevista com a Amy; esperamos que gostem!

Nos conte sobre como você entrou na música enquanto criança…
Tinha música por todo o meu redor conforme eu crescia, meu pai era DJ em uma rádio e musicista, minhas duas avós tocavam piano e órgão e meus pais cantavam o tempo inteiro. Eu amava ir com o meu pai para o trabalho e tocar álbuns antigos, e fiquei desesperada para aprender piano quando tinha oito anos.

Quais são suas inspirações musicais?
Minha primeira grande inspiração foi o filme “Amadeus”. Eu fiquei muito comovida pela música passional, complexa e grudenta do Mozart – eu fiquei determinada a ser uma criadora como ele. Depois virei adolescente e o cenário musical grunge alternativo dos anos 90 estava explodindo, e eu fiquei super amarrada em Nirvana, Smashing Pumpkins, Garbage, Portishead, Nine Inch Nails, Soundgarden…muita coisa boa demais para eu citar aqui. Björk tem sido uma grande inspiração para mim desde os meus 13 anos – eu não consigo decidir o que é mais poderoso: sua voz ou sua mente. Morando em Nova York, eu fico inspirada pela música e pelos sons que flutuam por toda a cidade. Um cara tocando trompete no parque, baterias ecoando através do metrô. Agora mesmo o alarme do carro de alguém está apitando – isso está me inspirando a gritar pela janela.

Quais lugares você gosta de ir e que alimentam seu espírito criativo?
O oceano. Quando me sinto presa dentro do meu pequeno estúdio escuro, eu quero ir para a água. Eu fico parada na beirada e sinto essa coisa sem fim, poderosa, misteriosa e incrivelmente familiar que nos conecta, e nos separa, e que tem estado aqui antes mesmo de pessoas existirem. Sempre estimula minha criatividade. Eu também tenho a tendência de ficar criativamente inspirada em aviões. Parece aquele tempo roubado onde ninguém espera que você faça alguma coisa além de dormir e assistir filmes. Então essa é a minha hora secreta de pensar profundamente e anotar ideias nos saquinhos do avião!

Se você pudesse dar qualquer conselho para pais que gostariam de aplicar lições de música em seus filhos, qual seria?
Deixem que eles escolham aquilo pelo que têm um interesse natural. Encorajar uma faísca que vem de dentro deles é o que vai alimentar o desejo de seguirem em frente.

Como alguém vira uma artista infantil (ao invés de orientada por adultos)?
Em relação a mim, eu apenas fiquei inspirada pelo meu filho e comecei a fazer música a partir disso. Vê-lo aprender, ficar fascinada com coisas pelas quais os adultos não dão tanta importância e me encantar com coisas que eu tinha esquecido que eram engraçadas. Como a palavra “ravioli”, por exemplo. Ou, tipo, o quão maravilhosas são as abelhas. É divertido me conectar com ele através da música, e pegar essas coisas que o envolvem e trabalhá-las em uma canção para que ele possa escutar e entender e se relacionar.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe ALBR.
Não reproduzir sem os créditos.

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