Amy Lee afirma, em entrevista, que “Lacrymosa” foi uma escolha natural para “Synthesis”

A Amy recentemente concedeu uma entrevista ao pessoal do Amazon sobre o Synthesis, álbum que foi lançado ontem. A vocalista fala sobre o processo de ciração ao lado de David Campbell, a inspiração clássica que sempre existiu e o significado de “Imperfection”. Confiram abaixo.

Não se trata só de adicionar orquestra, isso seria fácil. E também não é uma versão completamente eletrônica, não é isso também. É algo a mais. É a gente recontando nossa história, é algo um pouco novo, é a nossa origem. É pegar algo que tem vários ingredientes diferentes e fazer alguns desses ingredientes serem mais completos do que antes. Foi uma oportunidade de eu mostrar nosso crescimento.

O David Campbell é uma inspiração enorme. Eu sinto que sempre aprendo algo com ele. É fascinante entrar na cabeça dele, ele é um músico e um compositor brilhante, e é incrível poder estar em uma sala com ele onde podemos trabalhar em ideias, fazer mudanças juntos. Somos colaboradores. Ele é meu herói. É maluco.

Eu vi o filme “Amadeus” quando eu tinha 8 ou 9 anos, eu acho, e fiquei obcecada. Apenas obcecada por esse compositor com o qual você realmente pode aprender algo. Dá pra tentar. Mas eu me lembro de imergir na música dele e isso é bem estranho para alguém de 9 anos, mas eu queria ter aulas de piano, implorei aos meus pais, então comecei a ter aula de piano clássico  durante a época do colégio e isso me trouxe a um lugar maravilhoso.  Eu já perdi muito dessa habilidade agora.

Esse projeto me deu um motivo para treinar do mesmo jeito que eu costumava fazer. Quando fizemos nosso segundo ámbum, “The Open Door”, eu queria fazer uma homenagem à isso, e usamos “Lacrymosa”, do Requiém de Mozart, para criar a música que também se chama “Lacrymosa”. Essa foi uma escolha natural para o Synthesis: a vibe épica, dramática e clássica que tem no Synthesis. É uma ótima experiência revisitar isso de um jeito ainda mais épico e clássico.

“Imperfection” tem alguns significados, e um deles definitivamente é sobre perda e a luta de passar por isso é inegável, e eu sinto que precisamos nos conectar, e o ponto é expressar isso e nos conectarmos. É difícil resumir. Mas outra parte é aceitar nossos defeitos e diferenças e não ver tantos defeitos assim, pois eles são o que faz sermos quem somos. A música fala sobre imperfeição, realmente descrevendo o seu “você”, sua singularidade, e se pudéssemos olhar um pouquinho mais para as nossas imperfeições menos como “imperfeições” e mais como a nossa “singularidade”, sei lá, seria algo bom. Ainda luto com isso.

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