Amy Lee afirma que “recordes de venda não significam mais nada”

O site internacional Music Week publicou uma notinha sobre uma nova entrevista feita com a Amy em relação a ideia de regravar canções antigas, de forma repaginada, para o Synthesis. Além disso, também conhecemos mais sobre o novo contrato fechado pela banda. Leiam a tradução da matéria abaixo.

Na nova edição do Music Week, nós conversamos com Amy Lee sobre o retorno da banda de rock fenomenal Evanescence e o tão aguardado álbum, Synthesis. É o quarto lançamento de estúdio em 14 anos, e apresenta novo material junto a regravações de algumas de suas canções mais importantes, todas acompanhadas por uma orquestra.

Lee disse ao Music Week que, embora Synthesis explore o potencial latente de orquestra do grupo junto com o colaborador de longa data David Campbell, também foi uma chance de mostrar o quão longe foi desenvolvida as habilidades musicais da banda.

“Tem muita habilidade musical que eu pessoalmente não tinha”, disse Lee. “Eu tinha 19 anos quando compusemos Bring Me To Life! Então era só a habilidade musical que eu tinha quando tinha 19 anos como escritora, como cantora, como tudo. Eu posso fazer tudo isso melhor agora porque tivemos todo esse tempo de experiência. Em adição, viver dentro dessas canções por todo esse tempo acaba te dando ideias o tempo todo.”

Lee também falou sobre o prospecto de seguir o sucesso arrebatador de seu passado, com a estreia do Evanescence vendendo 1,324,026 cópias no Reino Unido de acordo com dados do Official Charts Company.

“Fallen aconteceu do jeito que aconteceu”, Lee disse ao Music Week. “Não dá mais para falar em recordes de venda, isso não significa mais nada, mas nós ficamos bem. Nós fizemos algum dinheiro e eu sempre joguei esse dinheiro dentro dos próximos projetos. Eu tenho essa habilidade de usar esses recursos e a base de fã que temos a partir de todas aquelas pessoas que escutaram nossas músicas e se importaram com elas o suficiente para permanecerem aqui. Eu posso usar isso, não tenho que começar um projeto tipo, ‘Ajuda! Eu preciso de uma vaquinha! Eu preciso achar uma gravadora!”

Synthesis vê o Evanescence se juntar ao RCA UK ao lado de Paloma Faith, Beyoncé, Bring Me The Horizon, Nothing But Thieves, Zayn, e mais. É parte de um contato que dá a Lee “completo controle criativo”. O empresário do Evanescence, Jordan Berliant, da Revelation Management, disse ao Music Week a razão pela qual fez sentido adotar essa abordagem quando estão reintroduzindo a banda ao mundo depois de seis anos de intervalo entre os cds.

“A noção de que um contrato com um selo global pode entregar resultados parece um pensamento meio antiquado”, disse Berliant. “Os dias de companhias de gravação dando prioridade para algo global já se foram. Conforme a mídia digital expande e se torna maior, é importante ter parceiros em cada parte do mundo que entendam o que funciona melhor em sua região. Adicionalmente, a estrutura econômica interna de gravadoras multinacionais não incentiva esforços em territórios internacionais. É sempre melhor ser um artista doméstico em uma gravadora, então é isso que conquistamos ao fazer contratos em cada território. Nós estivemos fazendo isso durante vários anos com artistas que são sortudos o suficiente para controlar seus próprios direitos. Essencialmente, nós cortamos o homem do meio e o substituímos por nós mesmos. É muito mais trabalho para nós, empresários, coordernarmos essas campanhas ao redor do mundo, mas o resultado sempre vale a pena. Nós sentimos que temos os melhores parceiros em cada território para criar campanhas inovadoras conosco.”

Originally published on musicweek.com.
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