Em nova entrevista, Amy comenta sobre “Synthesis” e afirma: “Sempre vou colocar meu filho em primeiro lugar”.

O site romeno Un Site de Muzica publicou uma entrevista recente feita com a Amy durante a parte europeia da turnê que o Evanescence esteve fazendo nas últimas semanas. Nela, a vocalista comenta sobre o novo álbum da banda, “Synthesis”, sobre criar seus próprios figurinos e sobre como Jack impactou sua vida. Confiram a tradução abaixo ou leiam a versão original clicando aqui.

Você sentiu alguma pressão quando todo mundo te perguntava sobre o retorno do Evanescence?
Eu dou o meu melhor para abafar o barulho quando se trata de pressão para criar música nova. A urgência real que eu sinto vem de dentro de mim. Eu tenho que obedecer meu coração. Às vezes isso significa que eu não consigo dormir de noite por estar tão apaixonada na música na qual estou trabalhando. E às vezes isso significa tirar um tempo para aproveitar a vida sem ter que pensar na minha carreira o tempo todo.

Você disse que o álbum novo, “Synthesis”, é algo único, complexo e um pouquinho além disso. O que o torna diferente?
Bem, primeiro que contém novas gravações de músicas do Evanescence já lançadas. Tem muita coisa nova para ouvir nesse álbum, incluindo duas canções novas, mas eu tenho que deixar claro que não se trata de um álbum inteiramente de canções novas.

Além disso, esse álbum não é levado pela banda como nosso último CD. É focado no lado de programação e eletrônico do nosso som, bem como no lado sinfônico. Essa é a primeira vez que gravamos (e que estaremos fazendo uma turnê) com orquestra completa.

Nenhum dos álbuns de estúdio da banda tem a mesma formação. Quais são as vantagens e desvantagens nesse caso?
Essa banda existe há cerca de 20 anos nessa altura. Muitos musicistas, produtores, diretores e artistas talentosos de todos os tipos já contribuíram com o Evanescence. É algo lindo ter a liberdade de crescer e mudar, e eu me sinto muito orgulhosa de onde estamos e quem somos hoje.

O que você gosta mais: escrever música para um filme ou para um álbum comercial?
Eu não ligo para o quê estou escrevendo, desde que eu esteja dando tudo de mim!

Sua nova balada fantasmagórica “Speak To Me” me dá arrepios. O quão influenciada você foi pelo filme “Voice From The Stone” enquanto a compunha?
Eu amei o filme a partir do momento que eu vi o corte seco em 2015. Eu fiquei imediatamente inspirada pelo lindo visual, pelas atuações, pelo romance, pelo suspense, pela dor da separação de uma mãe e filho – meu coração estava pronto para transbordar assim que o filme acabou e a tela ficou preta.

 Você já pensou em escrever uma canção para o Tim Burton? Você também pode inspirá-lo a criar uma nova história.
Esse é só o sonho da minha vida inteira!

Seus filmes favoritos são “Um Conto Americano” e “O Estranho Mundo de Jack”. Porque você gosta mais de animações?
Eu não diria que esses são os dois filmes que eu mais gosto, mas sim, amo ambos – e eu realmente amo animação. Eu acho que são muito divertidos e fascinantes para mim porque animação é arte em movimento. Cada quadro é uma pintura, um pedaço de arte que alguém desenhou, modelou ou programou, ao invés de apenas capturar o que está acontecendo com uma câmera. Se presta a mais criatividade – os artistas podem mostrar versões totalmente extremas de como eles vêem o mundo naquele momento.

Se você pudesse se transformar em um personagem de desenho animado, quem você gostaria de ser? Porque?
Ha! Eu não sei. Talvez a Princesa de Fogo da Hora da Aventura!

É verdade que você cria a maioria das suas roupas? Qual é sua fonte de inspiração considerando o estilo de moda?
Eu crio o que eu uso no palco, e eu desenho várias peças. Eu fiz isso também para alguns clipes e sessões de fotos também. Eu tenho uma imagem na cabeça de como quero parecer e sentir para melhor representar a música e a mim mesma no palco. Parte disso é sobre conforto e confiança também, porque a música vem primeiro. Então eu sou estranhamente exigente sobre o que funciona e o que não funciona. É mais fácil desenhar eu mesma as coisas do que tentar encontrá-las!

Você disse em uma antiga entrevista que se sente sortuda sendo mãe e estrela do rock ao mesmo tempo. Quando você sente que não consegue ser a melhor para ambos os lados?
Muito frequentemente! Estou aprendendo melhor a cada ano que passa a abraçar minhas imperfeições e aceitar que não se pode ser perfeito. Eu me importo mais com o meu filho do que com qualquer outra coisa, e eu sempre vou colocá-lo em primeiro lugar. Ele tem dois anos e isso significa que eu fico desesperada por um cochilo quase o tempo todo!

Jack, seu filho, já mostrou algum interesse em música?
Definitivamente. Ele ama cantar, tocar “bateria” em QUALQUER COISA, e nós sentamos juntos ao piano, tocamos guitarra e dançamos bastante.

Olhando para o passado e futuro, como você acha que o nascimento do Jack mudou sua visão sobre a vida?
Eu estou mais forte e mais sensível. Choro mais rápido, me sinto mais pronta para bater o pé e lutar e menos propensa a me segurar. A vida é curta demais para se segurar.

Originally published by Un Site de Muzica.
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