Sobre o Synthesis, Amy dispara: “Posso fazer o que eu bem quiser com a minha música”

A Amy recentemente concedeu uma entrevista à revista Sonic Seducer onde comenta sobre suas inspirações e como tem sido todo o processo de criação do Synthesis. Assista o vídeo abaixo junto com a transcrição.

Transcrição

Eu não tenho certeza se houve um momento no qual eu pensei sobre isso – apenas cresceu, foi uma ideia que começou a partir de algo pequeno e que cresceu e virou uma ideia maior.

No geral, nossa música e nosso som são feitos de muitos pedaços diferentes. É uma banda de rock, mas também tem essas inspirações clássicas de algo sinfônico e sintético, bem como a programação eletrônica – isso sempre foi parte da nossa música.

Mas acontece que quando se tem essa coisa toda de banda de rock acontecendo o tempo todo, muitos pedaços dessas camadas se tornam parte da paisagem e são enterrados, não são escutados esses detalhes específicos. Então, honestamente, toda vez que gravamos um álbum sempre há um momento no final onde pensamos, “cara, eu queria ter uma mixagem só pra mim de todos esses arranjos lindos do David Campbell, programação eletrônica e vocais e tal”. Só porque sim. Porque quero ouvir todos esses pedaços que, no final, ficam meio escondidos. Esse foi o pensamento inicial na minha cabeça há muito, muito tempo. A essa altura o pensamento era apenas, “Sabe de uma coisa? Posso fazer o que eu bem quiser com a minha música. Por que não…?”

Definitivamente é exigida muita energia pra fazer essa música, é muito dramática, e de forma genal eu amo isso, eu quero sentir…mas nem sempre eu busco essa quantidade de drama na música. É uma das coisas que às vezes eu, na verdade, gravito em direção a algo mais leve e mais fácil de alguma forma. Não sei como explicar exatamente. Isso aqui foi indulgente de todas as formas em relação ao drama, e é como se fosse uma trilha sonora épica do Evanescence.

É uma pergunta interessante, o que eu preciso para me sentir inspirada? Eu acho que…hm, interessante. Eu preciso sentir que não existem regras. Que eu posso quebrar qualquer regra. Se eu tiver que fazer algo, eu não vou fazer. Eu acho que isso é parte da razão pela qual nós não passamos pela linha do tempo tradicional, igual vários artistas sentem a necessidade de seguir. Lançar um álbum e fazer isso de novo no ano seguinte, ou sei lá o quê. Eu preciso sentir a capacidade de fugir. Me encontrar de novo e decidir o que eu tenho a dizer antes de fazer isso. Acho que isso é o mais importante pra mim. E eu acho que não existe expectativa sobre como devemos soar. Eu tenho que dar a mim mesma a liberdade de experimentar coisas, mesmo que soem malucas, e saber que eu tenho a permissão de fazer qualquer coisa.

Screencaps

Comentários no Facebook
412 visualizações no total 1 visualizações hoje