EVANESCENCE era

O terceiro álbum é auto-intitulado por uma razão: 15 anos depois de sua formação, a banda multi-platinada fez o álbum mais colaborativo e unido de sua carreira. E está ótimo.

“Voltar com a banda é uma coisa muito bonita e feliz”, diz a vocalista e co-fundadora Amy Lee sobre gravar o “Evanescence”, o primeiro álbum da banda desde o “The Open Door”, de 2006. “Nós levávamos uma música para a banda toda e fazíamos o arranjo em grupo. Isso é algo realmente diferente dos outros CDs. Existe uma banda unida no centro de tudo, dando ao trabalho uma energia muito tangível.”

A coesão é evidente em cada nota. O álbum, produzido por Nick Raskulinecz (Alice in Cheins, Deftones), tem uma visão unificada que só pode vir de um grupo que trabalha junto como uma unidade criativa.

Liderado pelos vocais apaixonantes de Lee, o Evanescence já vendeu quase 25 milhões de álbuns desde “Fallen”, lançado em 2003. O primeiro single do CD, “Bring Me To Life”, fez a banda ganhar o prêmio Grammy de melhor performance de hard rock. Outros hits massivos surgiram, incluindo “My Immortal”, “Going Under”, e “Call Me When You’re Sober”, estabilizando o Evanescence como uma das bandas headliners ao redor do mundo.

Depois de darem um tempo após a conclusão da turnê do álbum “The Open Door”, que foi um tremendo sucesso, a banda – Lee, os guitarristas Terry Balsamo e Troy McLawhorn, o baixista Tim McCord e o baterista Will Hunt – se juntaram para escrever um número de músicas para o álbum “Evanescence” antes de partirem para Nashville, onde, sob a tutela de Raskulinecz, compuseram mais seis canções.

“Nós estávamos sentados em um pequeno palco em círculo com o Nick parado lá, mexendo em uma baqueta. Ele disse, ‘Parem. Depois da ponte, por que vocês não fazem uma pausa e então começam com algo meio instrumental?’. Ele nos dirigiu”, Lee recorda. “Foi realmente bom para nós termos uma perspectiva de fora.”

O grupo, então, voltou ao Nashville’s Blackbird Studios para a gravação. “O Nick sacou tudo. Ele entendeu o que estávamos fazendo”, Lee diz. “O que ele ia ampliar era o lado da banda, que é o que nós sempre quisemos focar.”

“Evanescence” explode com uma urgência que se infiltra através de cada uma das 12 faixas. Abrindo os trabalhos, a pesada “What You Want”, é sobre a decisão de Lee de voltar aos trilhos depois do hiatus da banda. “É totalmente sobre voltar e estar no Evanescence”, ela diz. “É uma motivação para que eu não tenha medo. Eu estou escrevendo sobre o caos da vida e que você não pode controlar todas as coisas malucas que acontecem com você.”

O belo vídeo para essa música, dirigido pelo diretor Meiert Avis, parte de uma ideia concebida por Lee e sua irmã mais nova, Carrie. Traça a história da banda combinada com a imagem gótica de Nova York. Acaba com os membros da banda andando em direção ao oceano. “Eu não consigo fazer um clipe sem água”, Lee ri. “Ou vai chover em mim, ou eu vou entrar na água. Aqui, isso representa que nós estamos seguindo para essa coisa desconhecida; seguindo para o futuro.”

A dolorosa “Lost In Paradise” começa com Lee dedilhando um piano solo antes de explodir em um conto de tormento. “É a música mais intimista do álbum”, diz Lee. “Essa canção surgiu em um momento onde eu me senti perdida, eu estava em guerra comigo mesma. É crua e aberta.”

“Foi ideia do Nick a banda surgir do jeito que surge”, Lee diz. “Eu amo o quão grande e importante isso se tornou para nós. Ela começou de maneira pequena e crua, e então se tornou uma das minhas canções favoritas.”

Guitarras pesadas acompanham “The Other Side”, uma história de amor que sobrevive à tudo o que tenta destruí-la, inclusive a morte, enquanto a rítmica e multi-camadas “My Heart Is Broken” leva o ouvinte por uma jornada de fuga. “Ela foi inspirada por vítimas do tráfico sexual”, revela Lee. “É sobre tentar encontrar uma saída.”

O álbum encerra com uma adição de último minuto: a sonhadora e atmosférica “Swimming Home”, uma música que expõe um lado do Evanescence que os fãs nunca haviam visto. “Essa música é a maior despedida”, diz Lee. “Ela surgiu de uma fasa onde eu estava fazendo música orientada. Tematicamente, “Swimming” remete a “partir para a próxima vida. É a aceitação agridoce.”

O hiatus entre “The Open Door” e “Evanescence” deu o tão merecido descanso à banda, mas também trouxe claridade em relação ao quão importante é para eles aquilo que criam.

“Eu tenho sim uma nova perspectiva e grande parte disso para mim foi ser capaz de me afastar e saber com certeza que eu estou aqui fazendo esse álbum porque eu amo o que eu faço”, Lee diz.

Lee passou seu tempo longe da banda com seu marido, aprendendo como ter uma vida adulta “normal” na cidade de Nova York. “O Evanescence é meu trabalho de vida. Eu tenho trabalhado na banda desde o começo da minha adolescência”, diz Lee. “Quando terminamos a turnê do The Open Door, eu só queria descansar um pouquinho…e construir uma vida que não fosse baseada em eu estar no Evanescence.”

Mas então a musa começou a chamar e Lee e seus colegas de banda sentiram uma necessidade urgente de expressar o que estava sendo construído dentro deles. “A razão pela qual nossa música é épica e dramática é por causa das maiores emoções que eu já senti, a música é a única forma de tirá-las do meu coração”, diz Lee. “Palavras soltas não são o suficiente. Fazer música cura meu coração.”

Agora, os pensamentos do Evanescence voltaram à estrada. “Esse álbum é ótimo para shows ao vivo”, diz Lee. “Nós estávamos pensando em tocá-lo ao vivo durante o tempo todo em que o compusemos.”

A melhor parte desse retorno são os fãs. “Eu não consigo descrever o quão bom é ter o apoio deles. Eu amo encontrá-los e conhecê-los antes e depois de cada show. Parece que eles estão crescendo conosco”, diz Lee.

Embora já sejam superestrelas, Lee e seus colegas de banda têm o entusiasmo de novatos conforme olham para um futuro que está cheio de possibilidades para o “Evanescence”.

“Esse momento agora, entre nós e os fãs, é como uma celebração, uma volta para casa, uma reunião de família”, diz Lee. “Estamos muito felizes por estarmos de volta.”

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